domingo, 6 de maio de 2007

DEPUTADO ENÉAS CARNEIRO, MORRE AOS 68 ANOS


Morreu neste domingo, no Rio de Janeiro, aos 68 anos, o deputado federal Enéas Carneiro (PR). Ele estava com a saúde muito debilitada, em função de sessões de quimioterapia a que vinha se submetendo, em função de uma leucemia.
Nascido em Rio Branco, no Acre, Enéas Carneiro era médico, com mestrado em cardiologia. Fundou o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), pelo qual, em 1989, concorreu pela primeira vez à presidência da República. O político voltou a concorrer ao cargo em 1994 e 1998. em todos as suas campanhas, Enéas adotou um forte discurso nacionalista, defendendo inclusive o rompimento do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2002, Enéas foi eleito para a Câmara dos Deputados com a maior votação individual da história do Parlamento brasileiro, 1,5 milhão de votos. Em 2006, foi reeleito deputado. No mesmo ano, o Prona se fundiu ao antigo Partido Liberal (PL), formando o Partido da República (PR).

Luto
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, decretou luto oficial por um dia pela morte do deputado Enéas Carneiro. Chinaglia elogiou o parlamentar, segundo a nota oficial da Câmara. “O deputado Enéas é uma pessoa que pode ser reconhecida pelo seu alto grau de determinação. Mesmo gravemente doente, nesses últimos dias - quando liguei para conversar com ele - manteve-se determinado a cumprir o seu mandato parlamentar e não deixou de tratar de seus projetos. Essa mesma determinação pôde ser lida também como coragem, pois ele mantinha firmes suas posições ideológicas e políticas, independentemente de quem fosse o interlocutor.”
O líder do PR, Luciano Castro, que integraria a comitiva de parlamentares que participará amanhã 07 de maio da instalação do Parlamento do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai), cancelou a viagem. Ele irá ao Rio de Janeiro para acompanhar oficialmente, em nome da Câmara, o funeral de Enéas.
Segundo a nota, o nome do suplente de Enéas só será anunciado na segunda-feira dia 07 de maio, pois é necessário que a Casa faça o cálculo do coeficiente eleitoral dos partidos e verifique, com base no resultado das eleições de 2006, as proporcionalidades partidárias.

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